12,2% do volume enfornado a quente, sem passar à frente dos prazos
Uma mini-mill de aços longos passou a programar aciaria e laminação para levar o tarugo quente ao forno de reaquecimento sempre que a operação permite, com o Gêmeo Digital de Planejamento da Enacom.
Fale com um especialista EnacomResultados em destaque
- 12,2%
- do volume enfornado a quente em um cenário real de 15 dias, mesmo como última prioridade do plano
- Menos gás
- no reaquecimento em quase todos os dias de produção do cenário, com enfornamento a quente ou morno
- ≈ 5 min
- para gerar a programação mensal da aciaria em um cenário real
- D+1 a M+1
- horizonte do plano, com atualização em tempo real
O desafio
Levar o tarugo ainda quente ao forno de reaquecimento reduz o consumo de gás, as emissões e o estoque intermediário. Na prática, nem todo tarugo pode chegar quente:
- Uma só linha apta. Apenas um dos laminadores aceita tarugo quente, e só em uma das bitolas.
- Janela estreita. O tarugo conta como enfornado a quente se for reaquecido em até 24 horas após o lingotamento. O prazo puxa o lingotamento para antes; o calor, para perto da laminação.
- Ritmos diferentes. A aciaria produz mais rápido que a laminação, e o intervalo entre lingotar e laminar cresce.
- Outras prioridades. Prazos, paradas e perdas na troca de aço vêm antes do calor.
Até então, esse equilíbrio entre energia e demanda dependia de heurísticas manuais.
A solução
Com o Gêmeo Digital de Planejamento da Enacom, o tarugo quente passou a ser um objetivo explícito do plano, do dia seguinte até o mês seguinte:
Define as campanhas de bitola
por otimização matemática, concentrando a bitola da linha apta nos dias em que ela tem demanda.
Sequencia as corridas em ordem de prioridade
primeiro prazo, depois paradas, perdas na troca de aço e, por fim, enfornamento a quente. O calor é aproveitado sempre que não compromete o que vem antes.
Simula e alerta.
O plano sai com os indicadores previstos dia a dia, como enfornamento a quente, uso dos laminadores e ocupação do pátio, e com alertas de capacidade ociosa, demanda não atendida e entrega atrasada.
O plano se atualiza com as mudanças de demanda e de operação, e o planejador compara cenários antes de decidir.
Resultados
Em um cenário real de 15 dias, o plano destinou 12,2% do volume ao enfornamento a quente. O resultado veio mesmo com o calor na última das quatro prioridades e com uma única linha apta a recebê-lo.
Nos dias finais do cenário, a demanda da laminação caiu e o enfornamento a quente ficou inviável, porque o tarugo esfriava antes de ser laminado. Por isso, o potencial tende a ser maior em períodos de demanda mais alta. Somando o enfornamento a quente e o morno, quase todos os dias de produção do cenário tiveram menos gás no reaquecimento.
O plano mensal completo, com campanhas, sequências e indicadores, fica pronto em cerca de 5 minutos, o que permite refazer cenários sempre que a demanda muda.
O que muda para a gestão
- Energia e emissões no plano. O tarugo quente deixa de depender de oportunidade e entra como objetivo do planejamento.
- Prazo continua primeiro. O calor só é aproveitado quando não compromete prazos, paradas e qualidade.
- Problemas antes da execução. Capacidade ociosa, demanda não atendida e atraso aparecem como alerta no plano.
- Decisão rápida com a equipe, comparando cenários em minutos, em uma solução que coexiste com ERP, MES e APS já em uso.
Este case é para você se
- Sua aciaria elétrica abastece laminadores com capacidades diferentes de enfornamento a quente.
- O gás do forno de reaquecimento pesa no custo e nas metas de emissão.
- Campanhas de bitola e regras de mistura de aços ainda são decididas à mão ou em planilha.
Começamos pelos seus dados: customizamos o gêmeo, validamos o resultado em cenários e piloto e só então escalamos. Os resultados deste case refletem as condições daquela usina.
Quer saber quanto tarugo quente a sua programação pode recuperar?
Notas sobre os resultados
- Enfornamento a quente: plano otimizado sobre um cenário real de 15 dias; percentual médio do volume no período, com uma única linha apta e o enfornamento a quente como última de quatro prioridades.
- Consumo de gás: efeito do enfornamento a quente e morno nos dias de produção do mesmo cenário; a redução não foi quantificada.
- Tempo de execução medido em um cenário real de programação mensal.
Resultados técnicos deste projeto foram apresentados em conferências internacionais do setor siderúrgico. Nome do cliente preservado.

